O Fluminense foi derrotado pelo Palmeiras por 2 a 1 na noite da última quarta-feira, no Maracanã, em jogo de ida da semifinal da Conmebol Libertadores. O resultado adverso, no entanto, não refletiu com fidelidade o que se viu em campo: a equipe tricolor foi superior em grande parte da partida, manteve o controle das ações, mas acabou punida pelo adversário em contra-ataques precisos.
Domínio sem conversão no placar
Diante de quase 70 mil torcedores, o Fluminense impôs intensidade e volume de jogo, especialmente no primeiro tempo, quando chegou a cerca de 70% de posse de bola. Ainda assim, a produção ofensiva não acompanhou o controle territorial: foram apenas cinco finalizações nos 45 minutos iniciais, com Canobbio e Hulk desperdiçando as principais chances. Em uma de suas poucas investidas, o Palmeiras foi letal em jogada rápida pela direita e abriu o placar, aproveitando a eficiência que lhe é característica em transições ofensivas.
O cenário se repetiu na etapa final. Com o time comandado por Marcão já mais desgastado fisicamente, o Fluminense voltou a dominar - 71% de posse na segunda metade -, mas esbarrou novamente na falta de agressividade no último terço do campo, ponto destacado posteriormente por Thiago Silva. O Palmeiras ampliou com Marlon Freitas, consolidando a vantagem a partir de mais uma transição rápida.
Gol de Wesley Natã mantém esperança viva
Perto do fim da partida, Wesley Natã descontou para o Fluminense, em lance que contou com falha de Carlos Miguel. O gol, que havia sido apenas a segunda finalização do time na meta adversária em todo o segundo tempo, teve valor simbólico importante: manteve a equipe viva na disputa por uma vaga na final da Libertadores e preservou a vantagem mínima a ser buscada no jogo de volta.
Thiago Silva pede reação com base no trabalho
Capitão e referência da zaga tricolor, Thiago Silva fez a leitura do confronto e reconheceu a solidez defensiva do Palmeiras, principalmente no jogo aéreo - setor, ironicamente, em que o Fluminense marcou seu gol. Para o defensor, a equipe carioca entregou uma boa atuação, mas faltou intensidade na reta final do campo.
"A gente foi bem no jogo, mas eles armaram um setor defensivo muito forte, principalmente nas jogadas aéreas. Por incrível que pareça, a gente fez o gol na jogada aérea. Acho que faltou um pouco da agressividade no último terço, mas fizemos um bom jogo. Tomamos dois gols no contra-ataque, mas são coisas que acontecem no futebol", analisou o zagueiro.
Sobre o jogo da volta, Thiago Silva evitou prometer perfeição, mas destacou a confiança no trabalho construído pela equipe ao longo da competição. "Jogo perfeito a gente não vai fazer, perfeição não tem como. O que me leva a crer que vamos fazer um bom jogo é acreditar no trabalho que a gente vem fazendo. Se a gente não é um dos melhores visitantes até agora, quem sabe isso não começa a mudar quarta-feira? A gente espera levar esse ânimo, principalmente do gol do Wesley, pra lá, pra gente fazer um grande jogo e tentar a classificação", declarou.
O que está em jogo na volta
Com a derrota por 2 a 1, o Fluminense precisa reverter o placar agregado fora de casa para avançar à decisão da Libertadores. O desempenho na ida, marcado por controle de jogo e domínio territorial, serve como base para a confiança do elenco, mesmo diante da necessidade de melhorar a efetividade ofensiva. O confronto de volta deve definir um dos finalistas da competição continental mais importante do futebol sul-americano.